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Viola caipira, viola de arame, viola nordestina, viola de festa, viola de fandango, viola cabocla, viola sertaneja, viola brasileira. Apesar de todos estes nomes brasileiros, a origem da viola está relacionada a um instrumento difundido na Península Ibérica, na segunda trintena do século XVI: a viela ou viola de mão. A viola desse período já possuía o principal atributo que a caracteriza nos dias de hoje: as cinco ordens de cordas, geralmente cinco pares, totalizando dez cordas.

Ao longo dos séculos, a viola que chegou ao Brasil com uma grande bagagem vinda da cultura Ibérica e tornou-se primeiramente uma acompanhante indispensável na catequese dos índios, foi sendo incorporada, gradativamente, à música dos ritos católicos de celebração comunitária e rural, para a partir destas práticas, disseminar-se e ganhar terreno dentro das manifestações das músicas populares profanas.

Tais práticas deram origem a manifestações musicais que estão na base de um repertório que ficou conhecida como música caipira, surgido partir da década de 1930 e que seconverteu num dos mais importantes gêneros da música brasileira e que tem na viola sua principal porta-voz.

A partir da década de 1970, uma nova geração de instrumentistas passa a se apropriar da viola e inseri-la em outros ambientes musicais, como a música clássica, o rock'n'roll, o jazz e a MPB. Na atualidade, a viola brasileira vive um momento de profunda expansão, tanto no âmbito técnico como estético, com uma infinidade de novos intérpretes e compositores.

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